A parlamentar deixou o Brasil após condenações e aguarda julgamento no país europeu
A Corte de Apelação de Roma remarcou para 4 de dezembro a primeira audiência do processo de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil. A sessão, prevista para esta quinta-feira (27), foi adiada a pedido de seus advogados, que aderiram a uma greve de advogados na Itália.
Zambelli está presa desde 29 de julho na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, sob acusação de risco de fuga.
A parlamentar deixou o Brasil em junho, após a primeira condenação, passou pelos Estados Unidos e se estabeleceu na Itália. Ela afirma que quer ser julgada pela Justiça italiana e nega envolvimento nos crimes que lhe são imputados.
O processo de extradição foi solicitado pelo Brasil com base no tratado bilateral de 1989 e envolve duas condenações da parlamentar no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em maio, Zambelli foi sentenciada a 10 anos de prisão e ao pagamento de R$ 2 milhões por danos coletivos, pelo crime de invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em agosto, recebeu outra condenação pelo STF, de 5 anos e 3 meses de prisão, por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, relacionada a um episódio de perseguição armada a um jornalista em 2022.
O Ministério Público italiano afirmou que os processos não têm caráter político e seguem garantias legais. O procurador Erminio Carmelo Amelio ressaltou que não há elementos que justifiquem a recusa da extradição, incluindo alegações de perseguição política.
