Começa hoje (24) na Primeira Turma do STF o julgamento dos supostos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Estão previstas sessões na manhã e na tarde desta terça-feira e na manhã de quarta-feira. O julgamento está previsto para começar às 9h30.
O relator do caso no STF é Alexandre de Moraes. Respondem na Corte: Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro; o irmão dele, Chiquinho Brazão, ex-deputado federal; Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio; e Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar.
O ex-assessor do TCE Robson Calixto Fonseca também é réu por organização criminosa ao lado dos irmãos Brazão.
Crimes dolosos contra a vida são julgados pelo Tribunal do Júri. No entanto, como Chiquinho exercia mandato de deputado federal à época do homicídio, o caso permaneceu no Supremo.
A Polícia Federal (PF) assumiu as investigações do caso Marielle em 2023, após anos sem conclusão sobre os mandantes do crime.
Marielle e Anderson foram assassinados em 2018, no centro do Rio. A apuração contou com a colaboração premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, autor dos disparos. Em 2024, Lessa e Élcio Queiroz, que dirigia o carro do ex-PM, foram condenados pelo 4º Tribunal do Júri do Rio pelo assassinato da vereadora e do motorista.
Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os irmãos Brazão planejaram o crime porque a atuação política de Marielle contrariava interesses deles em áreas dominadas por milícias no Rio de Janeiro.
Já Rivaldo Barbosa, então chefe da Polícia Civil, teria atuado para obstruir as investigações. Já o ex-PM Ronald Paulo Alves teria monitorado a vereadora e repassado informações sobre sua rotina.
