Juiz que soltou homem que quebrou relógio diz que medida foi 'erro' - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Juiz que soltou homem que quebrou relógio diz que medida foi ‘erro’

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Por Isac Mascarenhas

Ribeiro prestou depoimento por suposta prática do crime de desobediência

Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, juiz que mandou soltar o acusado de destruir um relógio histórico do século 17 durante o 8 de Janeiro, prestou depoimento à PF. Na oitiva, o magistrado afirmou que o alvará de soltura foi um “erro de cadastramento”.

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Esse “equívoco” teria resultado na liberdade do mecânico Antônio Cláudio Alves Ferreira, condenado a 17 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela participação nos atos de vandalismo ao Palácio do Planalto.

O juiz foi chamada para prestar depoimento por ordem do ministro Alexandre de Moraes que, após tomar conhecimento da decisão, abriu investigação contra Ribeiro. O mecânico voltou a ser preso. 

À PF, o magistrado que o sistema eletrônico cadastrou o processo como se fosse da Justiça mineira. Segundo ele, dessa forma, não estava identificado que o processo era oriundo do STF.

“O magistrado classificou tal equívoco como lamentável e afirmou que o erro cadastral o levou a crer que estaria atuando em um processo de sua competência, caso contrário, jamais teria decidido”, diz parte do documento divulgado pela PF.

Ribeiro declarou que não quis afrontar o STF ou usurpar a competência de Moraes. “Reiterou, por fim, que respeita todas as instituições e que jamais teria decidido se soubesse que a competência não era sua”.

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