Presidente da comissão afirma que ações levaram principais envolvidos à prisão e pressionaram governo
O senador também ressaltou que a CPMI do INSS se diferencia de outras comissões no país por ter levado à prisão os principais operadores do esquema. “Não houve uma CPMI no Brasil em que todos os principais envolvidos foram para a cadeia como estão indo agora”, declarou.
Ele atribui as prisões ao trabalho articulado entre a comissão e o Supremo Tribunal Federal, especialmente o ministro André Mendonça. “Nossa troca de informações, as quebras de sigilo, os alertas sobre possibilidade de fuga… tudo isso fez com que a Justiça agisse com muita rapidez”, explicou.
Segundo Viana, os núcleos da fraude, servidores públicos, operadores e laranjas, já estão presos, mas o objetivo agora é avançar na recuperação dos valores desviados.
“Hoje o aposentado sabe quem roubou, quanto roubou. Mas queremos agora recuperar o dinheiro que foi tirado das pessoas, que elas nem ao menos sabiam que estavam sendo vítimas”, afirmou.
A CPMI deve apresentar novo relatório parcial nos próximos dias e planeja uma sequência de depoimentos para aprofundar a investigação sobre empresas e agentes financeiros ligados ao desvio de bilhões do INSS.
