O Ministério das Relações Exteriores atualizou o alerta consular para brasileiros que estão no Oriente Médio ou pretendem viajar para a região. O Itamaraty passou a desaconselhar viagens para países diretamente afetados pelos conflitos e recomendou evitar deslocamentos não essenciais para outros destinos da região.
Segundo o ministério, a nova versão do comunicado substitui o alerta divulgado em 16 de julho e incorpora mudanças diante da evolução do cenário de segurança no Oriente Médio.
Países com recomendação para não viajar
O governo brasileiro orienta que brasileiros não viajem para:
- Irã;
- Israel;
- sul do Líbano;
- Faixa de Gaza;
- Iêmen.
Além disso, o Itamaraty recomenda evitar viagens que não sejam essenciais para:
- Cisjordânia;
- Síria;
- Iraque;
- demais regiões do Líbano;
- Jordânia;
- Catar;
- Kuwait;
- Emirados Árabes Unidos;
- Bahrein;
- Arábia Saudita.
Apesar do alerta, o ministério informou que, até o momento, não há restrições para conexões aéreas na Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.
Orientações aos brasileiros
O Itamaraty recomenda que brasileiros na região acompanhem os comunicados das embaixadas, sigam as orientações das autoridades locais, evitem aglomerações, manifestações e monitorem constantemente a imprensa local.
O ministério também orienta que viajantes não fotografem nem filmem instalações militares, ataques ou qualquer evento relacionado aos conflitos. A recomendação inclui evitar publicações em redes sociais que possam ser interpretadas pelas autoridades locais como ameaça à segurança nacional.
Em caso de ataques ou bombardeios, a orientação é buscar imediatamente um abrigo.
Quem estiver em áreas públicas deve procurar estações de metrô, estacionamentos subterrâneos ou viadutos. Já quem estiver em casa deve permanecer em cômodos internos, distante de janelas e protegido por pelo menos duas paredes em relação ao ambiente externo.
Recomendações adicionais
O Ministério das Relações Exteriores também orienta que brasileiros mantenham uma reserva de água, verifiquem se o passaporte possui validade mínima de seis meses e procurem diretamente as companhias aéreas para remarcar passagens em caso de cancelamento de voos.
O Itamaraty ainda reforça que cidadãos brasileiros na região mantenham contato com as embaixadas e consulados, que permanecem disponíveis para prestar assistência consular em caso de necessidade.