Governo Netanyahu retoma ofensiva em Gaza após nova quebra de trégua
Israel voltou a bombardear alvos do Hamas na Faixa de Gaza neste fim de semana, após acusar o grupo terrorista de violar novamente o acordo de cessar-fogo intermediado pelos Estados Unidos e países árabes, dez dias depois.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o país continuará a agir “até eliminar completamente a ameaça do Hamas”.
Segundo o governo israelense, os ataques visam bases e túneis usados pelo grupo extremista para lançar foguetes contra civis em território israelense.
Netanyahu tem resistido às pressões externas e reafirma que Israel não aceitará um cessar-fogo unilateral enquanto o Hamas mantiver capacidade ofensiva.
Gaza ainda enfrenta uma crise humanitária agravada. Faltam alimentos, energia e atendimento médico. Israel afirma que o Hamas utiliza hospitais e escolas como escudo humano, o que complica as operações e aumenta o número de vítimas civis.

Tel Aviv diz que os 16 corpos restantes já poderiam ter sido entregues pelo Hamas, e insiste que a facção atrasa a devolução propositalmente.
O grupo terrorista devolveu todos os 20 reféns vivos e 12 dos mortos, mas disse que o processo precisa de esforço e equipamento especial para recuperar corpos enterrados sob escombros.
Neste domingo (19), Israel identificou mais dois corpos entregues pela facção no sábado. São eles Ronen Engel, que tinha 54 anos quando foi sequestrado no kibbutz Nir Oz durante o ataque de 7 de outubro de 2023, e o tailandês Sonthaya Oakkharasri, de 30 anos quando foi morto no kibbutz Be’eri. Autoridades palestinas de saúde também afirmaram que receberam mais 15 corpos devolvidos por Israel a Gaza.
Organizações internacionais pressionam por uma trégua imediata, mas Israel mantém a posição de que qualquer pausa deve vir acompanhada da libertação de reféns e do desmantelamento das estruturas militares do Hamas.
