Relatos e vídeos divulgados nas redes sociais neste sábado (28) mostram iranianos comemorando em cidades dos Estados Unidos e do Canadá após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto em ataques coordenados por Washington e Israel.
As imagens mostram pessoas nas ruas com bandeiras e mensagens celebrando o que chamam de “alvorecer de um Irã livre”. Publicações apontam que parte da diáspora iraniana vê a morte do aiatolá como oportunidade de mudança política no país.

Testemunhas ouvidas por agências internacionais relataram manifestações semelhantes dentro do próprio país. Segundo esses relatos, houve comemorações em Teerã, Karaj e Isfahan. Vídeos também registraram buzinaços e concentração de pessoas em Shiraz e Abdanan. Parte das gravações exibe fotos de manifestantes mortos na repressão a protestos antigovernamentais recentes.
No Brasil, o deputado Kim Kataguiri (União-SP) publicou que “o povo iraniano saiu às ruas para comemorar a morte do ditador Khamenei” e classificou o regime como opressivo.
Veja imagens e publicações:
🚨 WOW! Iranians are DANCING the streets WORLDWIDE, celebrating the collapse of the mullahs as President Trump strikes and turns the terrorist regime to rubble! https://t.co/eFfuXPKi2l
— Gunther Eagleman™ (@GuntherEagleman) February 28, 2026
تصاویری که در شبکههای اجتماعی منتشر شده مردم ایران را در شامگاه نهم اسفند در خیابانهای نقاط مختلف در حال شادی پس از شنیدن گزارشهای مرگ علی خامنهای نشان میدهد.
— RadioFarda|راديو فردا (@RadioFarda_) February 28, 2026
پس از انتشار گزارشهایی مبنی بر کشتهشدن علی خامنهای، دونالد ترامپ، رئیسجمهور ایالات متحده، با انتشار پیامی در… pic.twitter.com/wKN9daL0ZD
Chants of "Keir Starmer's a wanker" as Iranians and Jews celebrate the toppling of the mullahs in Iran 🇮🇷 pic.twitter.com/CbteioVCVn
— Tommy Robinson 🇬🇧 (@TRobinsonNewEra) March 1, 2026
BREAKING – The Iranian people are now toppling statues of former Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei following strikes that took him and multiple senior Iranian military leaders out. pic.twitter.com/SLUNWxOUBU
— Right Angle News Network (@Rightanglenews) February 28, 2026
I am an Iranian and this is the best day of my life.🇮🇷
— ثنا ابراهیمی | Sana Ebrahimi (@__Injaneb96) February 28, 2026
The dictator, the killer, Ali Khamenei is dead. pic.twitter.com/FY3KarYRIb
بر اساس تصاویری که حساب کاربری وحید آنلاین منتشر کرده است شامگاه نهم اسفند بسیاری از مردم در ایران در پی انتشار گزارشهایی مبنی بر کشتهشدن علی خامنهای رهبر جمهوری اسلامی فریادهای شادی و هلهله سردادند.
— RadioFarda|راديو فردا (@RadioFarda_) February 28, 2026
شامگاه شنبه بنیامین نتانیاهو، نخستوزیر اسرائیل، بدون آنکه صراحتا کشته شدن… pic.twitter.com/npyX8AOywq
Confirmação oficial
A mídia estatal iraniana confirmou a morte de Ali Khamenei após bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos em Teerã e outras cidades. Segundo veículos oficiais, o líder morreu em decorrência dos ataques à sua residência oficial.
Khamenei ocupava o cargo desde 1989, após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini. Aos 86 anos, era a principal autoridade política e religiosa do país, com influência direta sobre as Forças Armadas, a política externa e o programa nuclear iraniano.

A agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária, informou que familiares diretos do líder também morreram nos ataques, incluindo filha, genro, neto e uma nora.
De acordo com o Crescente Vermelho iraniano, os bombardeios já deixaram mais de 200 mortos. A extensão dos danos não pôde ser verificada de forma independente, já que o regime restringe o acesso da imprensa internacional às áreas atingidas.
Pronunciamentos de Trump
Antes da confirmação oficial iraniana, Donald Trump publicou em sua rede Truth Social que Khamenei estava morto.
“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os Grandes Americanos, e para aquelas pessoas de muitos Países ao redor do Mundo, que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e sua gangue de CAPANGAS sedentos de sangue”, escreveu.

Trump afirmou que o líder iraniano não conseguiu impedir a ação coordenada entre Estados Unidos e Israel. Segundo ele, a operação contou com “Inteligência e os Sistemas de Rastreamento Altamente Sofisticados”.
O presidente declarou ainda que a morte de Khamenei representa “a maior chance única para o povo iraniano retomar seu País” e afirmou que membros da Guarda Revolucionária estariam buscando imunidade. “Como eu disse ontem à noite: ‘Agora eles podem ter Imunidade, depois só terão a Morte!’”, publicou.
Em entrevista à NBC News, Trump afirmou: “Falei com muitas pessoas, e temos impressão de que essa história está correta.” Questionado se tinha certeza da morte, respondeu: “Eu não quero dizer nada com certeza até que eu veja as coisas, mas acreditamos que ele esteja”.
Ao canal ABC News, declarou “acreditar” que o líder iraniano esteja morto e acrescentou que “grande parte da liderança se foi”.
Sucessão do poder
Segundo a Constituição, a escolha do novo líder supremo cabe à Assembleia de Especialistas. A mídia estatal informou que, até a definição do sucessor, o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei e um jurista do Conselho dos Guardiões assumirão interinamente a condução do país.
Como os protestos ampliaram a crise entre EUA e Irã?
A tensão entre Irã e Estados Unidos se intensificou ao longo deste ano após a repressão a protestos iniciados em janeiro. As manifestações começaram em meio ao avanço da inflação e à deterioração das condições econômicas, levando milhares de iranianos às ruas contra o regime.
Diante da repressão, o presidente Donald Trump declarou repetidas vezes que reagiria caso houvesse uso de força contra civis. Ele afirmou que os Estados Unidos estavam “prontos e armados” e que “atacaria com força total” se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações.
Durante o período de protestos, o governo iraniano impôs bloqueios à internet e restringiu comunicações. Organizações de direitos humanos apontaram mais de 5 mil mortos. Em discurso sobre o Estado da União, Trump elevou esse número e afirmou que o regime matou 32 mil manifestantes.
