Parlamentar destacou nervosismo do delegado da PF em investigação do esquema do “Careca do INSS”
O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) usou sua participação no programa ALive desta terça-feira (30) para levantar questionamentos sobre a atuação do filho do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em um caso que envolve associações investigadas pela Polícia Federal.
“O escritório que estava defendendo esses três sindicatos aqui é do filho do ministro da Justiça do Brasil, Ricardo Lewandowski. (…) Eu só ia perguntar se há conflito de interesse entre o ministro da Justiça, que chefia a Polícia Federal, investigando três sindicatos, e que naquele momento, ou um pouco anterior, o escritório de advocacia do filho dele era o responsável pela defesa. Isso aqui é o puro suco da sacanagem”, disse.
O parlamentar também comentou sobre a tensão durante uma oitiva sigilosa com o delegado responsável pelas apurações do caso do Careca do INSS.
“Teve uma oitiva que foi secreta do delegado da Polícia Federal Bruno Oliveira e eu estava também. O Bruno Oliveira estava apavorado. Ele, que foi o responsável pela investigação do núcleo do Careca do INSS, que é o esquema mais estruturado, que está também o Nelson Wilians, é muito dinheiro. Ele estava nervosíssimo, ele não conseguia repetir o que ele apontou na investigação dele”, afirmou Luiz Lima.
Segundo o parlamentar, as associações Ambec, Unaspub e Cebap estavam entre os alvos da “Operação Sem Desconto”, que investigou fraudes contra aposentados. Luiz Lima disse ter sido impedido de questionar o tema em comissão especial da Câmara dos Deputados, apesar de considerar que a situação envolve conflito de interesse.
“A gente está chegando no alto escalão, onde o presidente Lula sabe disso, sabe que o filho do seu ministro da Justiça, que chefia a Polícia Federal, está defendendo, ou defendeu (…) Isso aqui é autoexplicativo. Isso aqui a gente vai fazer um trabalho na CPMI, vai prender os caras, e daqui a pouco vai pro relator, vai ser encaminhado lá pro Paulo Gonet”, afirmou.
O deputado concluiu dizendo que seguirá documentando as irregularidades apontadas: “Isso aqui é o Brasil. Mas a gente não vai deixar de fazer. A gente tem que deixar documentado toda essa sacanagem que foi feita em relação aos aposentados”.
Assista ao programa na íntegra:
