CGU apura camarote do “Careca do INSS” para chefes da Previdência
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CGU apura ida de chefes da Previdência a camarote do “Careca do INSS”

Careca DO INSS
“Careca do INSS” na CPMI do INSS. Foto: Agência Senado

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Por Redação

Controladoria investiga se convites para show em Brasília configuraram vantagem indevida e podem gerar sanções pela Lei 8.112

A Controladoria-Geral da União apura a oferta de camarote em show do Red Hot Chili Peppers, em Brasília, a autoridades do INSS e do Ministério da Previdência. Os convites teriam partido do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso pela Polícia Federal. Entre os que estiveram no espaço está o atual secretário-executivo da Previdência, Adroaldo Portal. O evento ocorreu em 7 de novembro de 2023, no Arena BRB Mané Garrincha.

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Segundo documentos internos citados na reportagem, a CGU busca identificar nomes, cargos e vínculos de servidores que receberam as cortesias, além de apurar valores, condições de acesso e eventuais beneficiários. A investigação também pretende verificar se houve “vantagem indevida” e se o benefício influenciou o exercício das funções públicas.

De acordo com os trechos reproduzidos do processo, a área técnica quer “estabelecer a materialidade da suposta vantagem indevida representada pelos camarotes” e analisar possível infração disciplinar nos termos da Lei 8.112. Em caso de irregularidade, as penalidades vão de advertência à demissão.

A posição do nº 2 da Previdência

Adroaldo Portal confirmou que esteve no camarote. Ele afirmou ter recebido convite do INSS e disse não saber a “procedência do custeio”. O secretário relatou que havia “muita gente do INSS” no local, inclusive dirigentes e servidores. O encontro de Portal com o lobista, meses antes do show, não constou em agenda oficial, conforme a coluna.

Quem é o “Careca do INSS”

Antunes é apontado como lobista com influência no INSS e alvo de investigações sobre fraudes em descontos indevidos sobre aposentadorias e pensões. A PF o vinculou a pagamentos de propina a ex-dirigentes do instituto; empresas ligadas a ele também foram alvo na Operação Sem Desconto. A coluna relata ainda que ele mantinha camarotes permanentes no estádio por meio de uma consultoria própria.

A apuração da CGU deve verificar eventual nexo entre a oferta do camarote e atos de servidores. Constatadas irregularidades, o caso pode avançar para responsabilização administrativa com base na Lei 8.112.

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