Iniciativa de Marina vai destruir produção agrícola e espalhar a fome
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Artigos Exclusivos

Análise: Marina quer destruir produção agrícola e espalhar a fome

Marina quer classificar manga, tilápia e eucalipto como espécies invasoras
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Compartilhe em

Foto do autor

Por Claudio Dantas

Ministra do Meio Ambiente quer classificar tilápia, manga, eucalipto, entre outras espécies, como “invasoras”

Já disse antes (muito antes) que o governo Lula quer destruir a produção agrícola e o agronegócio, que vota majoritariamente na direita. A mais nova ofensiva vem do Ministério do Meio Ambiente, comandado por Marina Silva, notória agente externa dedicada a bloquear o desenvolvimento econômico do país.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Depois de tentar de todas as formas inviabilizar a prospecção de petróleo na Margem Equatorial, Marina agora quer instituir o que chama de “listas nacionais de espécies exóticas invasoras”. A iniciativa está sob coordenação da Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio) e do ICMBio.

Alegando proteção do meio ambiente, a ministra e sua eco-guerrilha incluiu na lista de espécies exóticas frutas e peixes cultivados e consumidos por toda a população há séculos, além de árvores usadas na indústria de celulose, móveis e construção civil, que movimentam o PIB brasileiro.

No setor da fruticultura, por exemplo, a lista inclui manga, goiaba e jaca, frutas de relevância econômica, social e nutricional. Só a produção de manga movimentou R$ 2,5 bilhões em 2024, colocando o Brasil como terceiro maior exportador mundial.

Segundo a Frente Parlamentar de Agropecuária (FPA), a inclusão das espécies nas listas do MMA implicará riscos de restrições comerciais e barreiras técnicas, com potenciais prejuízos à agricultura familiar e aos polos produtivos do Nordeste.

Produtores do RS seguem sem ajuda efetiva após 17 meses de apelos, denunciam especialistas

Na piscicultura, peixes como tilápia, tambaqui, pirarucu e o camarão-branco também estão sendo classificados como espécies exóticas. Essas espécies são essenciais à produção aquícola nacional, responsável por mais de 840 mil toneladas anuais e geradora de mais de 1 milhão de empregos.

Nesse caso, segundo nota técnica da FPA, a classificação dessas espécies como invasoras, ainda que sob ressalva de uso controlado, “criaria entraves ao licenciamento ambiental, à concessão de crédito e à obtenção de certificações sanitárias, comprometendo a competitividade do Brasil em mercados internacionais e fragilizando o equilíbrio entre conservação e produção sustentável”. 

Já no setor madeireiro, são classificados como exóticos o eucalipto e o pinus, que compõe a base da cadeia de papel e celulose e da produção de reflorestamento. Esses cultivos são responsáveis por quase 90% da madeira processada no país e por centenas de milhares de empregos formais, especialmente no Sul e no Sudeste.

“O enquadramento dessas espécies como invasoras teria efeitos diretos sobre investimentos privados e públicos, dificultando a expansão de áreas reflorestadas e o cumprimento das metas nacionais de neutralidade de carbono”, alerta a FPA.

Os efeitos cumulativos dessas medidas do governo Lula são deletérios, trazem insegurança jurídica e implodem a economia agrícola brasileira, com potencial destrutivo para cadeias inteiras de abastecimento e impacto brutal na insegurança alimentar.

Pedidos de recuperação judicial no agronegócio crescem 31,7% no 2º trimestre de 2025, com destaque para soja, pecuária e estados do Centro-Oeste
Pedidos de recuperação judicial no agronegócio crescem 31,7% no 2º trimestre de 2025, com destaque para soja, pecuária e estados do Centro-Oeste

Nos últimos dias, além da FPA, entidades representativas de diferentes setores econômicos soltaram comunicados alertando para a absoluta falta de diálogo por parte do MMA para tratar do tema. O caso da tilápia chamou mais atenção, mas o assunto vem sendo solenemente ignorando pela mídia.

Em nota, o Ibama informou que “permite a criação da tilápia”, alegando que “a inclusão de uma espécie na lista tem caráter técnico e preventivo, não implicando banimento, proibição de uso ou cultivo”.

“O reconhecimento de espécies exóticas com potencial de impacto sobre a biodiversidade nativa serve como referência técnica para políticas públicas e ações de prevenção e controle.”

Vice-líder da oposição, o deputado Evair de Melo (PP-ES) considera a iniciativa de Marina uma “loucura, quase insanidade”. “A mobilização é fundamental para manter o respeito ao sistema produtivo no Brasil”, diz. Evair estará hoje no programa Alive, a partir das 12h, para debater o tema.

Marina abandona audiência após discussão com senadores; veja o vídeo

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade