Brasil enfrenta até 50% de tarifas, enquanto Índia negocia exceções
Os Estados Unidos estão em negociação para um acordo comercial provisório com a Índia que pode deixar as tarifas com um limite de 20%, segundo fontes ligadas às negociações. Isso colocaria Nova Délhi em vantagem comparada a diversos parceiros regionais que foram surpreendidos nesta semana por sanções tarifárias anunciadas pelo presidente Donald Trump.
O plano da Casa Branca é anunciar o acordo com os indianos por meio de um comunicado conjunto, isso permitiria que as negociações continuem até a conclusão de um pacto mais amplo, prevista para o outono.
O esboço da parceria estabelece uma tarifa-base inferior a 20%. A Índia tenta garantir condições melhores do que as firmadas com o Vietnã, onde a taxa foi fixada em 20%.
A iniciativa da Índia para iniciar conversas comerciais com os EUA foi rápida, porém, houve dificuldades após declarações de Trump sobre a participação indiana no BRICS, o que pode prejudicar o acordo. Apesar disso, uma delegação técnica indiana deve viajar a Washington nos próximos dias para avançar nos pontos finais.
Entre os impasses que restam estão exigências dos EUA para que a Índia abra seu mercado a culturas geneticamente modificadas, algo rejeitado por Nova Délhi em defesa de seus agricultores. Também há entraves nas regras sanitárias e regulatórias do setor farmacêutico e no controle de barreiras não tarifárias. Atualmente, o piso global das alíquotas americanas está em 10%.
Até agora, os anúncios mais pesados atingiram países asiáticos como Laos e Mianmar, com tarifas de até 40%, enquanto Vietnã e Filipinas foram taxados em 20%. Já o Brasil, sob o governo Lula, foi um dos mais penalizados, com tarifas de até 50%, após sucessivas tensões diplomáticas e ataques à liberdade de expressão, conforme apontado pelo próprio Trump.
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