Ex-presidente da Caixa assume vaga aberta após operação da PF atingir Master e diretores do BRB
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), indicou o ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Nelson de Souza, para assumir a presidência do Banco de Brasília (BRB). A escolha ocorre após o afastamento de Paulo Henrique Costa, atingido pela operação que prendeu o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e quatro diretores da instituição.
Inicialmente, Ibaneis havia anunciado Celso Eloi para o comando definitivo do banco. Com a mudança, Eloi deve assumir uma diretoria do BRB. Servidor da Caixa desde 1990, ele é superintendente executivo em Brasília desde 2020.
Quem é Nelson de Souza
Nelson de Souza tem mais de 40 anos de atuação no sistema financeiro, com passagens em instituições públicas e privadas. Entre 2021 e 2024, presidiu a Brasilcap e recuperou a liderança do mercado de capitalização. Entre 2019 e 2021, comandou o Desenvolve SP, levando o banco aos melhores resultados da série histórica.
Ele presidiu a Caixa em 2018, ano em que o banco registrou seu maior resultado financeiro. Iniciou carreira na instituição em 1979 e ocupou cargos de direção, incluindo a Vice-Presidência de Habitação, superintendências regionais e áreas estratégicas do FGTS.
Em 2014, assumiu a presidência do Banco do Nordeste (BNB), período em que a instituição também atingiu recorde financeiro. Em 2019, chefiou a Emplasa, a CPOS e a Codasp no governo de São Paulo. É formado em Psicologia e Letras, com MBA em Administração e Marketing.
Quem é Celso Eloi
A indicação anterior do GDF, Celso Eloi de Souza Cavalhero, permanece válida para a diretoria do banco. Ele foi indicado após o afastamento judicial de Paulo Henrique Costa, investigado na Operação Compliance Zero por suposta venda de títulos de crédito falsos.

Eloi é formado em Ciências Contábeis e Direito, trabalhou no Banco Meridional entre 1987 e 1990 e ingressou na Caixa em seguida. Tornou-se superintendente executivo em 2020. A nomeação ainda depende da aprovação da Câmara Legislativa do DF.
Segundo o governo, a escolha busca garantir continuidade administrativa e financeira em meio às investigações que envolvem o BRB.
