Hugo Motta nega acordo com oposição para desocupação da Câmara - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Hugo Motta nega acordo com oposição para desocupação da Câmara

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Por Redação

Ocupação durou mais de 24h e pressionou por anistia e fim do foro privilegiado

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou nesta quinta-feira (7) que tenha negociado qualquer contrapartida com a oposição para viabilizar a retomada dos trabalhos legislativos. De acordo com ele, a presidência da Casa é “inegociável” e eventuais pautas em discussão não foram condicionadas ao fim da ocupação.

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“As matérias que estão saindo sobre a negociação feita por esta presidência para que os trabalhos fossem retomados não estão vinculadas a nenhuma pauta. O presidente da Câmara não negocia as suas prerrogativas, nem com a oposição, nem com o governo, nem com absolutamente ninguém”, afirmou Motta a jornalistas.

Parlamentares da oposição tomaram o plenário na terça-feira (5). O grupo exigia o avanço da proposta de anistia aos condenados do 8 de janeiro e do projeto que põe fim ao foro privilegiado. Alem disso, o protesto foi contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que decretou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Apesar das pressões, Hugo Motta garantiu que o espaço foi desocupado por meio do diálogo, sem concessões.

“Penso que mais uma vez o diálogo prevaleceu, nós tivemos a capacidade de conversar o dia todo com todas as lideranças”, afirmou.

Motta disse ainda que, como presidente, não abrirá mão do papel institucional que a Câmara deve exercer.

”Diante de toda a tensão criada, nós conseguimos construir, pautados no diálogo, a solução menos traumática para que a Casa pudesse retomar sua normalidade. Eu penso que mais uma vez o diálogo prevaleceu. Nós tivemos a capacidade de conversar o dia todo com todas as lideranças, de poder demonstrar que nós não abriremos mão de reabrir os trabalhos ontem conforme o nosso Regimento prevê, respeitando a nossa Constituição.”

O ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), também participou das articulações que permitiram a reabertura do plenário.

A ocupação durou mais de 24 horas. Na noite de quarta-feira (6), Motta conseguiu conduzir a sessão, mas nenhuma votação foi realizada. Ele fez um pronunciamento em defesa da democracia e do papel institucional do Parlamento.

Sobre possíveis punições aos deputados que obstruíram os trabalhos, Motta disse que “providências serão tomadas até o final do dia de hoje”. A Mesa Diretora elaborou um ato que pode suspender os envolvidos por até seis meses.

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