Casa alega proteção de dados pessoais para negar acesso a registros de entrada de Careca do INSS
O Senado Federal impôs sigilo de 100 anos sobre os registros de entrada do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A negativa foi resposta a pedido feito via Lei de Acesso à Informação no início de julho. A Casa alegou que os dados são de “caráter pessoal”, conforme a legislação vigente, segundo informações divulgadas pela coluna do Tácio Lorran.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) admitiu ter recebido o lobista em seu gabinete ao menos três vezes. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não se pronunciou. A Controladoria-Geral da União (CGU), por outro lado, defende que há interesse público em divulgar registros de entrada em órgãos públicos para apurar conflitos de interesse.
Ao contrário do Senado, a Câmara dos Deputados atendeu ao pedido de acesso, informando que não há registros de entrada de Antunes desde 2019.
Em 2023, o atual secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo da Cunha Portal, também se reuniu com o lobista em encontro fora da agenda. Segundo ele, a reunião não havia sido agendada, e Antunes acompanhava um representante de correspondente bancário.
Antunes é apontado como figura central do roubo do INSS, esquema que resultou em roubos de aposentadorias e pensões.
Investigado pela PF, o lobista teve carros de luxo apreendidos e montou nova empresa de call center para atuar com crédito consignado. Três entidades já acionaram o TJDFT contra Antunes para tentar recuperar mais de R$ 600 mil.
