Defesa de Heleno nega uso irregular da Abin no julgamento do STF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Defesa de Heleno nega uso irregular da Abin no julgamento do STF

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Defesa de Heleno nega uso irregular da Abin no julgamento do STF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Advogado afirma que testemunhas confirmam legalidade das ações da agência

O advogado Matheus Milanez, que representa o general Augusto Heleno, negou nesta quarta-feira (3) o uso irregular da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) pelo ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). A fala ocorreu durante sustentação oral no julgamento da Primeira Turma do STF sobre o plano de golpe após as eleições de 2022.

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Milanez apresentou slides com trechos do depoimento de um servidor da Abin com mais de 30 anos de carreira. Segundo a testemunha, “desde 2014, a Agência Brasileira de Inteligência, através do Centro de Pesquisa e Segurança de Comunicações, desenvolveu trabalhos conjuntos com o Tribunal Superior Eleitoral, com tribunais e regionais eleitorais do Brasil, como um todo”.

O advogado também descartou a possibilidade de infiltração de agentes. “Quem está falando é um funcionário da Abin com mais de 30 anos de carreira. E o que a PGR [Procuradoria-Geral da República] trouxe contra? Nada”, disse.

A PGR acusa Heleno de atuar na elaboração e difusão de mensagens contra a segurança das urnas eletrônicas e de ter conhecimento das ações da chamada “Abin paralela”. Documentos apreendidos indicariam que ele orientava Jair Bolsonaro a descumprir decisões do Supremo.

Milanez ainda criticou a forma como o Ministério Público classificou as testemunhas de defesa. “Aqui, excelências, eu trago uma alegação do Ministério Público, que falta com a verdade”, afirmou.

Segundo ele, o MP disse que os depoentes eram de “baixo escalão hierárquico”. O advogado rebateu citando nomes como o vice-presidente da República, o ministro da Saúde, o diretor da Segurança Presidencial e o coordenador de viagens e eventos da PGR. “Baixo escalão excelências? Só se eu trouxesse o presidente Bolsonaro para falar aqui, eu acho que somente ele seria superior”, concluiu.

Acompanhe o julgamento abaixo:

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