Ministro critica falta de verbas para Exército e Itamaraty
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a “extrema-direita” brasileira tem se comportado de forma “antinacional” e age contra os interesses do país, ao atacar instituições e defender pautas que, segundo ele, favorecem potências estrangeiras em detrimento da soberania nacional. A declaração foi feita em entrevista ao Metrópoles.
Haddad criticou a postura da oposição, classificando-a como “completamente irresponsável” e acusando-a de dificultar a execução orçamentária do governo, o que estaria prejudicando áreas sensíveis como a Defesa e as Relações Exteriores.
“Nós estamos deixando as Forças Armadas, que não têm verba vinculada, sem recurso, o Itamaraty sem recurso. Tudo para beneficiar meia dúzia de empresários”, disse.
Segundo o ministro, há um movimento político articulado para sabotar o Estado brasileiro: “Tem uma força política no Brasil antinacional, a extrema-direita é antinacional, ela não está colaborando com os interesses nacionais”, afirmou.
Ele também questionou o discurso patriótico de setores conservadores.
“Aliás, de patriota, uma pessoa que bate continência para a bandeira americana, diz ‘I love you’ para o presidente dos Estados Unidos, está torcendo por um golpe externo”, ironizou.
Haddad foi ainda mais incisivo ao se referir a figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Está lá com o filho defendendo a intervenção dos Estados Unidos no Brasil, publicamente, está conspirando contra a soberania nacional”, disse, sem citar nomes, mas em alusão ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que defendeu a reeleição de Donald Trump e já manifestou apoio a ações americanas no Brasil.
A fala do ministro reflete o clima de embate constante entre o governo Lula e a oposição conservadora no Congresso, especialmente em temas como orçamento, impostos e política externa.
