Equipe econômica corre para apresentar propostas após ameaça de derrubada
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfrenta pressão do Congresso Nacional e risco de derrota sobre o decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele condicionou a revisão do texto à aprovação de medidas alternativas pelos líderes parlamentares. Uma reunião com os chefes das bancadas ocorre no próximo domingo.
“Preciso de parte das medidas para rever o decreto. A lei de responsabilidade fiscal e o arcabouço impõem obrigações que devo cumprir”, declarou Haddad.
O tema ganhou destaque em almoço nesta terça-feira (3) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ministros e parlamentares da base. O foco é preservar a sustentabilidade do arcabouço fiscal.
“No domingo, reuniremos os líderes. A Fazenda analisa impactos e prepara gráficos para embasar as propostas, que devem ser justas e sustentáveis”, afirmou Haddad.
A rejeição ao aumento do IOF gerou reação imediata na Câmara. Motta deu prazo de 10 dias, a partir de 29 de maio, para a equipe econômica apresentar alternativa. A cobrança reflete a insatisfação dos deputados e a ameaça de derrubar o decreto.
A equipe de Haddad busca medidas para compensar os R$ 18 bilhões projetados para 2025 com o novo IOF. A pressão do Legislativo expõe a fragilidade da base do governo e os desafios para aprovar aumentos de tributos sem custo político.
