Após a leitura do requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no Congresso, o governo Lula articula o controle dos principais cargos do colegiado.
O objetivo é evitar que a oposição comande os trabalhos da investigação sobre fraudes em aposentadorias.
O nome do senador Omar Aziz (PSD-AM) está praticamente confirmado para a presidência da CPMI. Com isso, o foco do Planalto passa a ser a relatoria, que cabe à Câmara dos Deputados, segundo apuração da CNN. O governo tenta impedir que o posto fique com o PL, principal partido da oposição.
Entre os cotados no PL para assumir a relatoria estão o deputado Coronel Crisóstomo (PL-RO), responsável por recolher as assinaturas para criar a CPI na Câmara, e a deputada Coronel Fernanda (PL-MT), que também mobilizou apoio à instalação da comissão.
Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, defendeu uma composição “equilibrada” e sugeriu que a relatoria não fique com aliados nem do governo nem da oposição direta. Em 2024, uma auditoria da CGU identificou suspeitas de sobrepreço e irregularidades em repasses de R$ 3 milhões destinados ao Instituto de Gestão em Desenvolvimento Social e Urbano (Inorte), financiados por emendas dos senadores Randolfe Rodrigues.
Segundo ele, o governo quer mostrar que as fraudes no INSS ocorreram na gestão Bolsonaro e foram detectadas apenas na atual administração.
O Planalto atua para atrair o centrão e barrar a indicação de nomes ligados à direita. A base governista também confia que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), conduza a definição do relator com “isenção”.
