Governo deixa faltar R$ 8 bi do Fundo de Compensação da Reforma Tributária em 2025
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Governo deixa faltar R$ 8 bi do Fundo de Compensação da Reforma Tributária em 2025

O governo deixou de incluir no Orçamento de 2025 o aporte de R$ 8 bilhões destinados ao Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF).
O governo deixou de incluir no Orçamento de 2025 o aporte de R$ 8 bilhões destinados ao Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF). Fotos: Diogo Zacarias/MPO

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Por Redação

Planalto agora precisa pedir crédito suplementar ao Congresso

O governo deixou de incluir no Orçamento de 2025 o aporte de R$ 8 bilhões destinados ao Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF).

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O Fundo é um instrumento criado pela Reforma Tributária para indenizar empresas e estados pelas perdas com o fim de benefícios do ICMS.

A Emenda Constitucional da Reforma Tributária determinou que os repasses ao fundo começassem já em 2025. No entanto, o valor reservado pelo Executivo foi de apenas R$ 80,87 milhões, cerca de cem vezes menor que o previsto originalmente.

Para corrigir o problema causado, o governo enviou ao Congresso um projeto de crédito suplementar de R$ 8,3 bilhões, assinado pela ministra do Planejamento, Simone Tebet.

O texto já foi aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) em 9 de setembro, mas ainda aguarda votação no plenário.

O FCBF é um dos mecanismos criados para compensar a redução de incentivos fiscais do ICMS, que será substituído pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O fundo crescerá rapidamente nos próximos anos:

R$ 17,6 bilhões em 2026;

R$ 24 bilhões em 2027;

R$ 32 bilhões em 2028.

Quem assumir a Presidência em 2027 herdará uma conta estimada em R$ 112 bilhões apenas com o FCBF nos quatro anos seguintes, além de R$ 42 bilhões relativos a outros fundos criados pela reforma.

A distribuição dos recursos também enfrenta impasse, uma vez que setenta por cento do fundo seguirá as regras do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

O tribunal determinou que o Congresso revise os critérios do FPE até dezembro de 2025, sob pena de suspensão dos repasses a partir de 2026.

Há expectativa de que o STF prorrogue o prazo se os estados pedirem, mas isso apenas serviria de adiamento da necessidade de uma nova lei de partilha.

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