Governo britânico é obrigado a reconhecer problema de gangues de estupro de crianças integradas por imigrantes - Claudio Dantas
Brasília, Segunda, 20 de julho de 2026
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Governo britânico é obrigado a reconhecer problema de gangues de estupro de crianças integradas por imigrantes

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Por Eli Vieira

Jornalista e Biólogo

“A diversidade é nossa força”, tem repetido há anos o prefeito de Londres, Sadiq Khan. Exceto quando é uma fraqueza e participa do monstruoso crime de estupro coletivo de crianças.

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Por anos, múltiplas autoridades do Reino Unido, por medo de acusações de racismo, abafaram centenas de casos de gangues de homens, especialmente de origem paquistanesa, que se organizavam para estuprar meninas. As próprias gangues eram racistas, tendo como alvo principal meninas brancas — o que desafia o dogma woke de que racismo contra pessoas brancas seria impossível.

Na semana passada (16), o governo trabalhista de Keir Starmer foi obrigado a reconhecer o problema após a publicação de um relatório organizado pela baronesa Louise Casey, membro da Câmara dos Lordes. A investigação da baronesa foi encomendada pelo governo em janeiro, quando o escândalo voltou à pauta das redes sociais.

As principais conclusões do relatório dizem respeito à falha do governo de coletar os dados adequadamente. O documento afirma que há uma subnotificação sistemática. Os melhores dados disponíveis, de 2023, indicam 700 casos de exploração sexual de crianças por grupos, número considerado uma subestimativa.

A investigação encontrou um nível “assustador” de omissão do governo em registrar a origem étnica dos perpetradores. Em dois terços dos casos, as autoridades escondem a informação.

As gangues de aliciamento e estupro de menores se concentram em torno da metrópole de Manchester e nas áreas sul e oeste do condado de Yorkshire, no norte da Inglaterra. Nesses lugares, há “um número desproporcional de homens de origens étnica asiática entre os suspeitos de exploração sexual em grupo de menores”, afirma o relatório. Por “origem asiática”, entenda como sul da Ásia, não o Leste asiático.

O primeiro-ministro Keir Starmer aceitou a recomendação da baronesa Casey de lançar uma investigação nacional a respeito da exploração sexual de crianças na Inglaterra e no País de Gales. Antes do relatório, ele estava resistindo, alegando que uma investigação concluída em 2022 era suficiente.

No Reino Unido, a idade de consentimento para relações sexuais é 16 anos. No Brasil, o limite é 14 anos. O relatório britânico recomenda que todo caso de adultos fazendo sexo com menores de 16 anos seja tratado como estupro. O motivo para isso é que as gangues usavam alguns de seus membros para aliciar meninas com menos de 16 que diziam que consentiram e que estavam apaixonadas pelos perpetradores (que depois as passavam para outros abusadores).

Por causa desses depoimentos das vítimas, autoridades locais evitavam acusar estupro. O relatório fala que os criminosos “coagiam, manipulavam e enganavam crianças para que praticassem sexo, criando uma ilusão de consentimento”.

Uma linha de investigação é a licença para operar serviço de táxi. Em uma das cidades epicentros de estupros, Rotherham, táxis foram usados para transportar meninas em condição de escravidão sexual. Recentemente, a “Câmara Municipal” dificultou a emissão das licenças e obrigou os táxis a terem câmeras.

O relatório estima que 500 mil crianças são vítimas de abuso sexual por ano no Reino Unido. A polícia só registraria 100 mil desses casos, sendo 40% online. O número exato das que são vítimas das gangues de aliciamento e estupro com predominância de homens de origem paquistanesa não é conhecido.

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