Governo avalia zerar imposto sobre querosene para conter alta das passagens
Brasília, Sexta, 26 de junho de 2026
Economia

Governo avalia zerar imposto sobre querosene para conter alta das passagens

Medida integra pacote enviado à Fazenda e inclui crédito a aéreas e adiamento de tarifas

Abear critica lei que proíbe cobrança por malas de mão, alerta para aumento de passagens e risco à competitividade de companhias low cost Foto: Ascom/ Felipe Carneiro/ Agência Brasil

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ministério dos Portos e Aeroportos apresentou pacote de medidas para tentar frear aumento de preços nas passagens. Entre as propostas está reduzir impostos federais sobre o combustível.

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O Ministério dos Portos e Aeroportos estuda zerar os impostos federais (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação, como parte de um pacote para conter o avanço no preço das passagens aéreas.

A informação foi confirmada pelo ministro Tomé Franca. Segundo estimativas do setor, os preços podem subir até 20% com a alta do querosene de aviação (QAV).

Na última semana, a pasta apresentou ao Ministério da Fazenda um conjunto de medidas emergenciais para o setor aéreo.

Entre as propostas estão:

  • Criação de linhas de crédito para companhias aéreas com recursos do Tesouro, operadas pelo Banco do Brasil. O limite previsto é de até R$ 400 milhões por empresa, com prazo de pagamento até o fim do ano.
  • Redução a zero da cobrança de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, um dos principais custos das empresas.
  • Postergação do pagamento das tarifas de navegação aérea à Força Aérea Brasileira, medida em negociação com o Ministério da Fazenda.

A tarifa de navegação aérea é cobrada pelo uso de serviços do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).

Representantes dos ministérios devem se reunir na terça-feira (7) para definir quais medidas serão adotadas.

O aumento nos custos do setor ocorre após reajuste anunciado pela Petrobras, que elevou em mais de 50% o preço médio do combustível vendido às distribuidoras neste mês.

A alta acompanha o avanço do petróleo no mercado internacional, em meio ao conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Para mitigar o impacto, a Petrobras anunciou parcelamento no pagamento do combustível pelas distribuidoras. O governo também avalia outras ações para reduzir os efeitos sobre o consumidor.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que o reajuste pode gerar “consequências severas” para o setor.

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