Eduardo Bolsonaro diz que secretário americano conhece regimes de esquerda e não cairá em “narrativas”
Após a ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (6), parlamentares da oposição reagiram nas redes sociais. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a conversa seria parte de uma estratégia de Trump para endurecer a relação com o Brasil, classificando a iniciativa como um “golpe de mestre”.
Segundo ele, a escolha de Marco Rubio como secretário de Estado indica que Trump pretende adotar uma postura firme diante do governo brasileiro. “Ele sabe como o Judiciário foi transformado em arma para perseguição política. Ele não vai cair nas bobagens do regime sobre a ‘independência’ de um Judiciário capturado. A escolha do Presidente Donald Trump só torna as coisas mais difíceis para o regime de exceção. Um golpe de mestre”, escreveu.
Em outra publicação, o deputado compartilhou um post de Rubio em que o secretário americano critica o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e fala em responder ao que chama de “perseguições políticas” e “caça às bruxas”. “A esquerda sabe que não foi uma vitória. Mas para seu público de fanáticos eles tentarão emplacar as suas narrativas fantasiosas. Eis o designado pelo Presidente para tratar com Alckmin. Tirem suas conclusões”, publicou Eduardo.
Em nova mensagem, ele reforçou: “Não complica o Brasil, nos ajuda! O Secretário Rubio conhece bem a América Latina. Sabe muito bem como funcionam os regimes totalitários de esquerda na região. Sabe como o Judiciário foi instrumentalizado como ferramenta de perseguição política. Ele não cairá nesse papo furado do regime, de independência de um judiciário aparelhado. A escolha do Presidente Donald Trump só complica o regime de exceção. Golaço!”.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, apoiou a declaração e destacou Rubio como o representante mais ideológico da nova gestão americana.
Desde 6 de agosto, os Estados Unidos aplicam tarifas de importação de 50% sobre produtos brasileiros. O país também adotou a Lei Magnitsky, impondo sanções econômicas contra o ministro Alexandre de Moraes, com base em alegações de “prisões arbitrárias” e “restrições à liberdade de expressão”. A oposição acredita que Rubio manterá essa linha dura em relação ao governo brasileiro.
