O ministro do STF Gilmar Mendes defendeu, durante o Gilmarpalooza, a adoção do semipresidencialismo como alternativa para o Brasil, que, segundo ele, vive um “parlamentarismo desorganizado”.
Mendes afirmou que o fortalecimento do Congresso Nacional, especialmente após a adoção de emendas impositivas desde 2015, criou um modelo político singular, marcado por conflitos constantes entre Executivo e Legislativo.
Ele citou a recente derrubada de decretos que elevavam o IOF como sintoma de uma crise mais profunda, caracterizada pela falta de diálogo e coordenação. “O Brasil vive um governo Executivo minoritário. Sem consenso, enfrentamos impasses graves”, afirmou. Para o ministro, o modelo atual substituiu o presidencialismo de coalizão por um “presidencialismo de colisão”, gerando instabilidade.
Gilmar também abordou críticas dos Estados Unidos ao Judiciário brasileiro, afirmando que o STF respondeu adequadamente, especialmente na regulação das redes sociais. Sobre possíveis ações da gestão Trump, Mendes adotou tom cauteloso: “Prognóstico só depois do jogo. Ameaças não nos amedrontam”.
Mendes organiza o fórum em Portugal ao lado do IDP, da Universidade de Lisboa e da FGV, discutindo temas como democracia e sustentabilidade.
