Mario Fernandes está preso desde novembro e nega ter compartilhado o documento “Punhal Verde e Amarelo”
O general Mario Fernandes, réu por integrar um dos núcleos investigados na suposta tentativa de golpe de Estado, pediu nesta quinta-feira (25) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorização para receber a visita de sobrinhos, noras e um estagiário de seu escritório de defesa.
Preso desde novembro em uma cela militar no Rio de Janeiro, o general admitiu em interrogatório ter sido o autor do documento denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que citava autoridades como Moraes, o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Na petição, os advogados alegam que “a visitação é um direito do preso, ressaltando que esse contato é essencial para a manutenção dos laços familiares e para a ressocialização.
General diz que documento era “pensamento digitalizado”
Em depoimento ao juiz Rafael Henrique Tamai Rocha, auxiliar no gabinete de Moraes, o general afirmou que o arquivo não passava de um “pensamento digitalizado”.
“Esse arquivo digital nada mais retrata do que um pensamento meu que foi digitalizado. Um compilado de dados, um pensamento, uma análise de riscos. Esse pensamento digitalizado não foi compartilhado com ninguém. Hoje, me arrependo de ter digitalizado isso”, disse.
Mario Fernandes segue como réu na ação penal que apura uma suposta trama para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
