Gabriela Pagidis é lotada no gabinete de Motta desde 2017, mas atua como fisioterapeuta
A Câmara dos Deputados desembolsou R$ 807,5 mil para Gabriela Batista Pagidis, lotada como secretária parlamentar no gabinete do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), desde 1º de junho de 2017. Apesar da nomeação, a servidora trabalha como fisioterapeuta em duas clínicas de Brasília.
De acordo com registros, Gabriela atua às segundas e quartas-feiras no Instituto Costa Saúde, na Asa Norte. Às terças e quintas, trabalha à tarde no Centro Clínico Bandeirantes. Na sexta-feira (12), ela foi vista na academia pela manhã e, à tarde, no Zoológico de Brasília, em horário que deveria estar em serviço parlamentar, segundo apuração da Coluna do Tácio Lorran.

A reportagem pediu, via Lei de Acesso à Informação, dados sobre acessos de Gabriela à Câmara, crachás e vagas de garagem. A Casa respondeu que servidores com crachá não são registrados na portaria, o acesso à garagem depende apenas de credenciamento, e o controle de frequência é responsabilidade dos gabinetes.
Gabriela também ocupou o cargo de secretária parlamentar no gabinete do ex-deputado Wilson Filho (hoje secretário de Educação da Paraíba), aliado de Hugo Motta. Somando os dois períodos, sua remuneração ultrapassa R$ 890,5 mil.
Formada em fisioterapia pela Universidade de Brasília (UnB), onde o curso é integral, Gabriela também concluiu duas pós-graduações enquanto mantinha vínculo com a Câmara.
Além dela, outras duas funcionárias do gabinete de Motta foram apontadas como fantasmas: Louise Lacerda, estudante de medicina em período integral na Paraíba, e Monique Magno, assistente social na prefeitura de João Pessoa.
Em nota, a assessoria de Hugo Motta afirmou que “o presidente Hugo Motta preza pelo cumprimento rigoroso das obrigações dos funcionários de seu gabinete, incluindo os que atuam de forma remota e são dispensados do ponto dentro das regras estabelecidas pela Câmara”.
