Fux diverge de Moraes em julgamento de Bolsonaro, e Sóstenes vê “sinal de esperança”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Fux diverge de Moraes em julgamento de Bolsonaro, e Sóstenes vê “sinal de esperança”

Sóstenes
Foto Lula Marques/ Agência Brasil

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Por Redação

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, classificou como um “sinal de esperança” a divergência do ministro Luiz Fux durante o julgamento que analisa a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus em suposta tentativa de golpe. O episódio ocorreu nesta terça-feira (9/9), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Segundo o parlamentar, a atitude de Fux demonstra compromisso com o devido processo legal. “Em menos de 5 minutos de julgamento, o ministro Luiz Fux abriu a primeira divergência com Alexandre de Moraes. Fux deixou claro: não aceitará pular etapas e exigiu respeito ao rito processual correto. Isso significa que ainda há vozes dentro do STF dispostas a defender a Constituição e o devido processo legal”, escreveu em sua conta no X.

Sóstenes acrescentou que “a verdade pode ser abafada por um tempo, mas nunca será vencida. A Justiça, mais cedo ou mais tarde, sempre encontra seu caminho”.

A divergência surgiu quando Moraes anunciou que apreciaria os pedidos preliminares das defesas e, em seguida, daria início ao voto, sem consulta prévia aos demais ministros. Fux interrompeu para afirmar que se manifestaria de forma separada sobre os questionamentos apresentados pelos advogados dos réus.

Só pela ordem, excelência. Vossa excelência está votando as preliminares; eu vou me reservar o direito de voltar a elas no momento em que apresentar o meu voto”, declarou. Ele lembrou que, desde o recebimento da denúncia, foi vencido em algumas posições, mas manteve sua coerência.

Moraes respondeu que todas as preliminares já haviam sido rejeitadas anteriormente, muitas por unanimidade, e que não havia fato novo que justificasse reabrir o debate. Um dos pontos discutidos pelas defesas é a competência da Primeira Turma para julgar o chamado “núcleo crucial” da suposta tentativa de golpe, questão em que Fux foi voto vencido, ao defender que a análise caberia ao Plenário do STF.

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