Frias nega desvio de emendas para filme de Bolsonaro no STF
Brasília, Sábado, 18 de julho de 2026
Política

Frias nega desvio de emendas para filme de Bolsonaro no STF

Deputado afirma que recursos enviados ao Instituto Conhecer Brasil financiaram projetos sociais e chama acusação de “absolutamente falsa”

“Vorcaro investiu US$ 11 milhões no filme”, diz Mário Frias
“Vorcaro investiu US$ 11 milhões no filme”, diz Mário Frias

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

O deputado federal Mário Frias negou ao Supremo Tribunal Federal que emendas parlamentares destinadas por seu gabinete tenham sido usadas para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A manifestação foi enviada após o ministro Flávio Dino abrir um procedimento para apurar supostas irregularidades no envio de recursos ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à empresária Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP Entertainment e produtora-executiva do longa.

Segundo a defesa de Frias, a acusação é “absolutamente falsa” e não existe “uma única prova sequer” de desvio de recursos públicos para qualquer produção cinematográfica.

Os advogados afirmaram ao STF que os recursos foram destinados a projetos de “inclusão digital, letramento, empreendedorismo e esporte para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social”.

Em 2025, o parlamentar enviou R$ 2 milhões em emendas ao instituto. Metade do valor foi destinada a um programa de empreendedorismo. A outra parte financiaria o projeto “Lutando pela Vida”, voltado a aulas de jiu-jitsu em Pirassununga.

A defesa também sustentou que a própria Câmara dos Deputados reconheceu a legalidade das emendas. Em parecer enviado ao STF no início de abril, a Casa afirmou que “não foram identificadas irregularidades na apresentação das emendas analisadas”.

Segundo o documento da Câmara, os procedimentos “observaram integralmente a legislação de regência e os parâmetros constitucionais aplicáveis”.

Os advogados de Frias também rejeitaram suspeitas levantadas sobre empresas ligadas ao instituto compartilharem endereços comerciais. Para a defesa, a alegação é “insuficiente e juridicamente irrelevante para sustentar qualquer irregularidade”.

A investigação foi aberta após pedido da deputada Tabata Amaral. A parlamentar apontou a existência de um suposto grupo de empresas interligadas sob comando de Karina Ferreira da Gama e levantou suspeitas de que recursos públicos poderiam estar abastecendo a produção do filme sobre Bolsonaro.

Além de produtor executivo do filme, Mário Frias aparece vinculado politicamente ao projeto desde o início das articulações para captação de recursos.

O STF tentava intimar o deputado havia mais de um mês. Em março, Flávio Dino determinou que Frias apresentasse esclarecimentos sobre as emendas destinadas ao instituto.

Houve tentativas de intimação nos dias 31 de março, 7 de abril, 14 de abril e 13 de maio. Segundo relatos de oficiais de Justiça, o zelador do prédio informado como endereço do deputado afirmou que Frias não mora no local há pelo menos dois anos.

Ainda de acordo com os registros, uma assessora informou que o parlamentar estava em São Paulo e o chefe de gabinete “não demonstrou interesse” em fornecer sua agenda.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade