Governo devolve R$ 1,6 bi sem recuperar dinheiro da fraude no INSS - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Governo devolve R$ 1,6 bi sem recuperar dinheiro da fraude no INSS

INSS notifica 4 milhões de segurados para fazer prova de vida; prazo é de 30 dias para evitar bloqueio dos pagamentos
INSS notifica 4 milhões de segurados para fazer prova de vida; prazo é de 30 dias para evitar bloqueio dos pagamentos

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Por Redação

Do total a ser ressarcido, ainda faltam mais de R$ 2 bilhões em descontos indevidos de benefícios do INSS

O governo federal devolveu R$ 1,6 bilhão a aposentados e pensionistas afetados por fraudes no INSS, sem conseguir recuperar nenhum valor descontado indevidamente. Até setembro, apenas 43% do total estimado foi ressarcido, e o dinheiro utilizado para os pagamentos ainda não foi identificado, já que nenhum centavo das fraudes foi recuperado desde a sua descoberta.

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Segundo a Dataprev, as reclamações registradas apontam que o prejuízo chega a R$ 3,7 bilhões, referentes ao período entre março de 2020 e março de 2025.

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União haviam estimado inicialmente desvios de R$ 6,3 bilhões. O calendário de ressarcimento foi anunciado em julho, com pagamentos em parcela única.

Entidades mais ressarcidas e desigualdade nos pagamentos

As entidades mais envolvidas, como Conafer, Sindnapi e Amar Brasil, concentraram as maiores devoluções em valores absolutos. Já proporcionalmente, os mais ressarcidos foram os vinculados à RIAAM (70,26%), UNIBAP (70,15%) e SINTRAAPI (69,6%).

Governo devolve R$ 1,6 bilhão a aposentados após fraudes no INSS, mas ainda faltam mais de R$ 2 bilhões em descontos indevidos.
Associações que mais receberam reclamações. Fonte: Dataprev

Por outro lado, entidades como ABRASPREV, CINAAP e SINTAPI tiveram os menores índices de devolução, com menos de 2% do valor restituído.

Entre maio e setembro, 5,9 milhões de reclamações foram registradas. A maioria citou descontos efetuados sem autorização ou com documentos inválidos. Foram frequentes os casos em que beneficiários declararam não reconhecer as assinaturas ou terem sido enganados durante o processo.

Os dados foram encaminhados pela Dataprev à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que acompanha as investigações.

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