Francisco Cuoco, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 91 anos nesta quinta-feira (19) em São Paulo. Internado no Hospital Albert Einstein, o ator enfrentava complicações de saúde devido a uma infecção.
A família confirmou o falecimento à Folha de S. Paulo, sem divulgar a causa exata. Cuoco deixa três filhos — Tatiana, Rodrigo e Diogo — e netos.

Nascido no Brás, filho de um imigrante italiano e de uma dona de casa, Cuoco trabalhou como feirante na juventude, mas o sonho de ser advogado cedeu espaço à paixão pela atuação. Formado pela Escola de Arte Dramática de São Paulo, ele brilhou no teatro, com destaque em O Beijo no Asfalto (1961), de Nelson Rodrigues, e venceu o prêmio de melhor ator coadjuvante pela APCA em 1964.
Na televisão, consagrou-se com papéis em Pecado Capital (1975), Selva de Pedra (1972) e O Astro (1977), entre outros. Na Globo, onde estreou em 1970, formou parcerias memoráveis, como com Regina Duarte.
Apesar do sucesso na TV, Cuoco atuou pouco no cinema, com filmes como Grande Sertão (1968) e Cafundó (2005). Nos últimos anos, enfrentou depressão durante a pandemia, mas superou o quadro com apoio dos filhos. Sua última aparição na TV foi em No Corre (2023).
