Flávio Bolsonaro fala em “intimidação” após Moraes determinar inquérito contra ele
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Flávio Bolsonaro fala em “intimidação” após Moraes determinar inquérito contra ele

Senador afirma que investigação tenta limitar atuação parlamentar e nega ter acusado Lula diretamente em publicação

Flávio Bolsonaro diz que se pai morrer na cadeia a culpa é de Alexandre de Moraes
Reprodução/Redes Sociais

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu nesta quarta-feira (15) à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a abertura de inquérito para investigar uma publicação do parlamentar envolvendo o presidente Lula (PT).

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Em nota, Flávio afirmou que recebeu a medida “com profunda estranheza” e classificou a decisão como “juridicamente frágil”. Segundo ele, “a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal”.

A investigação foi encaminhada à Polícia Federal, que terá prazo inicial de 60 dias para realizar diligências. O inquérito busca apurar se houve prática de crime contra a honra do presidente a partir de uma postagem feita pelo senador em janeiro.

Na manifestação, o parlamentar sustentou que não fez acusação direta contra Lula.

“Na postagem em questão, o senador limitou-se a noticiar fatos e relatar os crimes pelos quais Nicolás Maduro foi preso e é processado internacionalmente, sem realizar imputação criminosa direta contra Luiz Inácio Lula da Silva”, declarou.

Flávio também criticou o que considera uma tentativa de restringir sua atuação política. “A abertura deste inquérito configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar”, afirmou. Ele acrescentou que o procedimento “evoca práticas de censura”.

O senador ainda questionou a condução do caso pelo STF e disse que não pretende recuar. “Reiteramos que não cederemos a intimidações ou ao uso do aparato policial e judiciário para silenciar a oposição”, declarou.

A decisão de Moraes atendeu a pedido formal que apontou possível ofensa pública ao presidente da República em ambiente digital.

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