Filipe Martins volta à cadeia no Paraná após decisão de Moraes
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Filipe Martins volta à cadeia no Paraná após decisão de Moraes

Ministro do STF determinou retorno à unidade original após transferência sem autorização prévia da Corte

Moraes mantém prisão preventiva de Filipe Martins
Foto: Divulgação

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o retorno do ex-assessor presidencial Filipe Martins à Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR), onde ele estava inicialmente detido após a decretação de sua prisão preventiva.

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A decisão fixou prazo de 24 horas para a transferência e reafirmou que a execução da medida cautelar está sob supervisão direta do STF.

Filipe Garcia Martins Pereira teve prisão preventiva decretada em 2 de janeiro de 2026, após decisão de Moraes que apontou descumprimento de medidas cautelares, como a proibição de uso de redes sociais.

Inicialmente, ele foi encaminhado à unidade prisional de Ponta Grossa. Em 6 de janeiro, porém, foi transferido para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, por decisão administrativa da Polícia Penal do Paraná.

O órgão estadual justificou a remoção por razões de segurança, alegando que o complexo dispunha de maior controle de acessos e monitoramento. A transferência não foi previamente comunicada ao STF.

Após cobrar explicações, Moraes determinou o retorno do ex-assessor à unidade original. Para o ministro, a mudança sem autorização representou mitigação da competência jurisdicional da Corte.

Em resposta ao Supremo, a Polícia Penal informou que a medida foi adotada com base em protocolos internos e que o Complexo Médico Penal oferecia ambiente “mais seguro e compatível com a situação apresentada”.

A defesa e familiares de Martins manifestaram preocupação com o retorno à unidade de Ponta Grossa, citando questões estruturais e de segurança.

Martins foi condenado pelo STF, em dezembro de 2025, a 21 anos e seis meses de prisão no processo que apura tentativa de golpe de Estado. A condenação ainda não transitou em julgado e cabe recurso.

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