Alerta: Cid nega plano de assassinato de Moraes e Lula - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Alerta: Cid nega plano de assassinato de Moraes e Lula

Delação de Mauro Cid será mantida. Foto: Reprodução
Delação de Mauro Cid será mantida. Foto: Reprodução

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Por Isac Mascarenhas

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi espremido pelo advogado Jefferson Chiquini, que assumiu a defesa de Filipe Martins. O delator foi questionado sobre questões fundamentais da acusação de Paulo Gonet. Ele negou, por exemplo, ter testemunhado qualquer plano de golpe ou de assassinato de Lula e Alexandre de Mores.

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Chiquini: Há nos autos o que seria a minuta que a acusação faz referência. Essa minuta é a que Filipe Martins teria apresentado ao presidente Bolsonaro?

Cid: Não é essa.

Chiquini: O senhor viu a minuta do dia 7 de dezembro?

Cid: Não, senhor. Na verdade isso não é uma minuta, é um texto que foi enviado para mim e acabou ficando no meu celular. É um documento, inclusive mal escrito, que não fala nada com nada.

Chiquini: O senhor sabe se Filipe Martins escreveu um documento para o presidente Bolsonaro assumindo a derrota e entregando a presidência a Lula?

Cid: Eu não me recordo.

Chiquini: Em algum momento de suas delações o senhor fez referência de quais autoridades seriam mortas?

Cid: Não, negativo.

Chiquini: A afirmação de que ministros do STF seriam mortos não foi feita por você?

Cid: Não.

Chiquini: Foi pedido para o senhor planejar algum golpe ou atentado à democracia?

Cid: Não, senhor.

Chiquini: O senhor visualizou algum ato de planejamento de golpe? O senhor presenciou alguma determinação de elaboração de plano de golpe? 

Cid: Não, senhor.

Chiquini: Em algum momento houve alguma minuta assinada ou só discussão em documento no computador? 

Cid: Eu nunca vi. Eu não cheguei a ver uma minuta assinada.

Chiquini: Aquele documento que o senhor viu no computador de Filipe Martins lhe foi mostrado em algum momento durante as investigações?

Cid: Não. Esse documento (do celular) foi enviado por alguém que desconheço. Eu deixava os documentos não relevantes para ler ao final do dia, em casa pelo WhatsApp Web.

O tenente-coronel, que fez um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, está prestando um novo depoimento ao STF no âmbito de três ações penais relacionadas à suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.

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