Filho do “Careca do INSS” assume papel central em esquema de fraudes, diz PF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Filho do “Careca do INSS” assume papel central em esquema de fraudes, diz PF

O Careca do INSS foi detido em setembro, apontado como principal operador do esquema do INSS
Careca do INSS na CPMI. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Romeu Antunes teria passado a gerir empresas e intermediar contatos após prisão do pai

O filho de Antônio Carlos Camilo Antunes — o “Careca do INSS” —, Romeu Carvalho Antunes, foi preso nesta quinta-feira (18) na Operação Sem Desconto e passou a atuar como “sucessor” do pai na condução do esquema de descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), segundo a Polícia Federal.

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O pai de Romeu foi detido em setembro, apontado como principal operador do esquema que desviava recursos de aposentados e pensionistas. De acordo com o documento da PF, “a partir da deflagração da ‘Operação Sem Desconto’ e do desgaste público enfrentado por seu pai, Romeu passou a atuar como preposto e sucessor operacional”.

Entre as funções atribuídas a Romeu, a PF destaca:

  • Gestão de empresas utilizadas na lavagem, como WORLD CANNABIS, BSB CONSULTING e AMIGO CENTER;
  • Criação de novas pessoas jurídicas para substituição de empresas vinculadas ao pai, como V4NK Soluções e 4RCK3R Soluções;
  • Intermediação de comunicação entre Antônio e demais investigados, burlando determinação judicial que impedia contatos
  • Dilapidação e ocultação de bens, incluindo veículos de luxo, embarcações e imóveis;
  • Condução de negociações no exterior, especialmente nos EUA e Portugal;
  • Encaminhamento de ordens de pagamento, entrega de documentos e regularização de empresas.

O documento também detalha a atuação internacional de Romeu.

“No desempenho da função de gestor de negócios ilícitos do pai, Romeu comandava reuniões com notários nos EUA; procedia à abertura de novas empresas destinadas a substituir entidades comprometidas; movimentava recursos em espécie retirados de cofres (‘peguei 360 no cofre’); organizava quadros de funcionários e exames admissionais para a AMIGO CENTER”.

Segundo a PF, Romeu participava ativamente em operações de lavagem de capitais, com “criação de empresas de fachada; simulação de operações imobiliárias; participação em compras e vendas via concessionária AIELO Motors, utilizada como canal de ocultação patrimonial”.

O documento ressalta ainda que ele “dolosamente descumpria restrição judicial imposta ao pai, servindo de ponte para a comunicação entre Antônio e investigados como Rubens, Domingos e Alexandre Guimarães”.

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