Operação Atlas mobiliza 10 mil militares na Amazônia
Brasília, Quarta, 15 de julho de 2026
Brasil

Forças Armadas mobilizam 10 mil para treinamento na Amazônia

Brasil inicia Operação Atlas na Amazônia com 10 mil militares, mísseis, blindados e o navio Atlântico para treinar defesa e interoperabilidade.
Foto: Reprodução

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Por Marília Rodrigues

Operação Atlas começa amanhã e reúne mísseis, caças, blindados e o navio Atlântico em quatro estados

As Forças Armadas farão, de 2 a 11 de outubro, um treinamento de guerra na Amazônia com cerca de 10 mil militares, sistemas de mísseis, caças, blindados e navios. O exercício de terreno da Operação Atlas ocorrerá em Amapá, Amazonas, Pará e Roraima, com simulação realista de planejamento, deslocamento e ação de combate.

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A meta é testar, na prática, o preparo para a defesa da Amazônia e da soberania nacional, região considerada estratégica e alvo de espionagem internacional e de atividades do crime organizado. O contexto inclui tensões recentes na fronteira ao norte, como a disputa entre Venezuela e Guiana pelo Essequibo, quando o Brasil reforçou tropas e enviou blindados a Roraima.

Treinamento envolve manobras terrestres, navais e segurança cibernética

O Exército usará mais de 40 blindados, 434 viaturas e nove helicópteros, com 3,6 mil militares. Parte dos veículos foi deslocada do Rio Grande do Sul até Roraima, em trajeto equivalente à distância de Lisboa a Moscou — uma operação coordenada pelos comandos de Operações Terrestres e Logístico. Entre os equipamentos, estão os blindados Leopard e o sistema de foguetes Astros.

A Força Aérea empregará os aviões de ataque AMX A-1M e A-29 Super Tucano. A Marinha participa com o Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”, maior navio de guerra da América Latina, que partiu do Rio de Janeiro em 13 de setembro levando 1.044 militares, 700 toneladas de equipamentos e 80 viaturas (49 do Exército, 20 da Marinha e 11 da Força Aérea).

Além das manobras terrestres, aéreas e navais, a operação inclui exercícios de segurança cibernética e busca treinar a interoperabilidade entre Marinha, Exército e Aeronáutica — um dos focos da doutrina brasileira de “guerra na selva”, na qual o país é referência.

O treinamento ocorre às vésperas da COP30, marcada para novembro em Belém, quando o país receberá delegações de mais de 60 nações. No cenário externo, também há um momento de tensão envolvendo Estados Unidos e Venezuela, o que reforçaria a necessidade de prontidão nas fronteiras setentrionais.

 

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