Fachin convoca sessão para decidir composição da Câmara em 2026
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Fachin convoca sessão para decidir composição da Câmara em 2026

De Leonel Brizola a Edson Fachin; como o crime tomou conta das favelas
De Leonel Brizola a Edson Fachin; como o crime tomou conta das favelas

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

STF vai julgar nesta terça se mantém liminar de Fux que adia mudanças para 2030

No primeiro dia como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin convocou para esta hoje (30) uma sessão extraordinária virtual para julgar a ação sobre a composição da Câmara dos Deputados.

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Os ministros vão decidir se referendam a liminar do ministro Luiz Fux que determinou que a redistribuição de cadeiras com base no Censo de 2022 só terá efeito nas eleições de 2030.

A decisão de Fux atendeu a pedido do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Ele argumentou que o veto do presidente Lula ao projeto que ampliava o número de deputados ainda não foi analisado, o que impediria mudanças para 2026.

Na decisão, Fux destacou que o processo legislativo não foi concluído e defendeu “clareza quanto ao número de assentos destinados a cada Estado” para evitar insegurança jurídica.

Deputados aprovam projeto que aumenta número de deputados na Câmara — Foto: Reprodução
Deputados aprovam projeto que aumenta número de deputados na Câmara — Foto: Reprodução

“Fica mantido, para as eleições de 2026, o mesmo número de vagas da Câmara dos Deputados para os Estados e o Distrito Federal das eleições de 2022, sem redefinição do número de vagas por unidades da federação, mantendo-se a atual proporcionalidade da representação”, escreveu o ministro.

Em 2023, o STF havia determinado que a distribuição das vagas fosse recalculada de acordo com o Censo de 2022. Se aplicada, a regra alteraria a composição de sete estados que perderiam deputados e outros sete que ganhariam, conforme estudo do Diap.

Para evitar perdas, a Câmara aprovou projeto que aumentava o número de cadeiras de 513 para 531, medida também chancelada pelo Senado. Lula, porém, vetou a proposta. O tema segue em disputa no Congresso, que avalia derrubar o veto.

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