Alcolumbre pede que STF adie redistribuição de cadeiras na Câmara Davi Alcolumbre pediu ao STF que aguarde análise do veto de Lula antes de decidir sobre redistribuição de cadeiras na Câmara para 2026.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alcolumbre pede que STF adie redistribuição de cadeiras na Câmara

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Por Redação

Proposta vetada por Lula previa ampliação de 513 para 531 deputados

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (AP), pediu ao Supremo Tribunal Federal que espere a análise do veto do presidente Lula antes de decidir sobre a redistribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados. O veto barrou a proposta que elevava o número de parlamentares de 513 para 531.

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Em 2023, o STF havia determinado que o Congresso ajustasse, até 30 de junho deste ano, a composição da Câmara com base nas mudanças populacionais registradas pelo Censo do IBGE. Como a regra constitucional exige que a representação seja proporcional à população, a redistribuição reduziria as bancadas de ao menos sete estados, entre eles a Paraíba, base do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep).

Para evitar perdas, deputados e senadores aprovaram o aumento de 18 vagas, mas o texto foi integralmente vetado por Lula. O veto ainda aguarda votação em sessão conjunta, que só pode ser marcada por Alcolumbre. Para sua derrubada, são necessários 257 votos de deputados e 41 de senadores, quórum considerado difícil de alcançar.

Alcolumbre faz manobra para redistribuir vagas em 2030

Na petição apresentada pela Advocacia do Senado, Alcolumbre argumenta que, enquanto o veto não for analisado, o processo legislativo não está concluído e, portanto, o STF não pode obrigar uma redistribuição de bancadas já em 2026. Ele defende que as mudanças só sejam aplicadas em 2030, preservando a composição atual.

“Em virtude do não encerramento do processo legislativo, e para garantir segurança jurídica e estabilidade ao processo eleitoral vindouro, que este Supremo Tribunal Federal mantenha, para as eleições de 2026, o mesmo número de vagas da Câmara dos Deputados por unidade da federação (Estados e Distrito Federal) das eleições de 2022, sem redefinição do número de vagas por unidades da federação, mantendo-se a atual proporcionalidade da representação”, diz o pedido.

Sem acordo político, a disputa agora envolve Congresso, STF e o próprio Planalto, com impacto no equilíbrio de poder entre os estados nas eleições de 2026.

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