Fachin fala em “ressignificar” papel do Judiciário brasileiro
Brasília, Quarta, 08 de julho de 2026
Justiça

Fachin fala em “ressignificar” papel do Judiciário brasileiro

Presidente do Supremo disse ainda que Judiciário precisa ser “resiliente” diante de “ataques infundados”

Fachin fala em 'ressignificar' papel dos juízes
Foto: Antonio Augusto/STF

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Por Redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta tarde (11) que é “tempo de ressignificar o papel da magistratura e do Poder Judiciário”. A declaração foi feita durante a 1ª Reunião Preparatória para o 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário.

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Segundo Fachin, o momento é marcado por tensão permanente, crises, conflitos e “sensação de esgotamento histórico”. O magistrado defendeu também a necessidade de proteção às instituições “sem idolatrá-las” e de construção de “confiança pública, longe do cinismo ou da ingenuidade”.

A fala ocorre em um contexto de pressões sobre o Judiciário, alvo de críticas envolvendo os “penduricalhos” e, no âmbito do Supremo, de menções a ministros no caso Master.

Ao mencionar a expressão “esgotamento histórico”, o ministro fez referência a uma entrevista de Carlos Drummond de Andrade, de 1945, na qual o poeta critica mudanças de valores e reações consideradas inconsequentes.

Fachin também traçou um paralelo com o cenário atual, destacando o peso histórico do Estado Novo no Brasil e do totalitarismo na Europa. “Creio que é mesmo um tempo de ressignificar o papel da magistratura e do Poder”, afirmou.

“Quando os maiores valores imateriais entram em crise, quando chegamos às disputas entre o progresso tecnológico e o sentido humano, quando há perda de referências estáveis, quando há fragmentação e instabilidade, é hora de repensar e reagir”, completou o ministro do Supremo.

De acordo com Fachin, é possível “simultaneamente criticar as instituições para aperfeiçoá-las e preservá-las como patrimônio civilizatório”. O presidente do STF disse ainda a que o Judiciário deve atuar para evitar que morosidade, desigualdade e descrença comprometam a confiança nas instituições republicanas.

Fachin também pediu resiliência aos magistrados diante de pressões e críticas. “Mas é precisamente nesses momentos que somos chamados a reafirmar a nossa essência”, disse.

“Que jamais nos falte serenidade para decidir, firmeza para agir e sabedoria para discernir”, completou o presidente da Suprema Corte.

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