Edson Fachin determinou o arquivamento definitivo da ação que questionava a atuação do ministro Dias Toffoli no caso envolvendo o Banco Master. Embora não seja mais o relator, o ministro segue liberado para participar de julgamentos relacionados ao processo. Ele integra a Segunda Turma, que também conta com André Mendonça, o novo relator.
Em 10 de fevereiro, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do STF relatório com cerca de 200 páginas, recheado de informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, inclusive diálogos com menções ao ministro e registros de pagamentos à Maridt Participações, empresa que era sócia do resort Tayayá.
Os irmãos de Toffoli sempre figuraram como sócios ostensivos da empresa, mesmo sem terem perfil financeiro compatível com o empreendimento turístico. Depois que as mensagens de Vorcaro vieram à tona, o ministro integrar a Sociedade Anônima. Alegou não ter recebido nenhum recurso de Vorcaro, embora o banqueiro tenha repassado R$ 35 milhões para a Maridt.
NOVO RELATÓRIO
Alexandre de Moraes também deve ser alvo de outro relatório da PF, notadamente sobre o contrato de Viviane Barci de Moraes, sua esposa, com o Master, no valor de R$ 129 milhões. Até hoje, nem a advogada nem o ministro explicaram o negócio, considerado acima do mercado. Vorcaro também manteve silêncio sobre os pagamentos, que, segundo mensagens obtidas pela PF, eram prioritários para o banqueiro.
