Milton Salvador atuou como diretor financeiro de Antônio Camilo
Milton Salvador de Almeida Júnior disse nesta quinta-feira (18), à CPMI do INSS, ter movimentado pouco mais de R$ 140 milhões durante os 14 meses em que prestou serviços a Antônio Camilo, conhecido como “Careca do INSS”.
Ele negou ser sócio das empresas usadas por Camilo e afirmou que atuou como diretor financeiro, com contrato mensal de R$ 60 mil. Segundo disse aos parlamentares, sua empresa foi contratada para “consultoria administrativa e financeira”, cuidando de operações bancárias, contas a pagar e a receber.
Questionado sobre o fluxo de caixa, Milton estimou ter gerido “algo muito próximo de uma média de 10 milhões por mês”. Ele também declarou que só soube de possível envolvimento com organização criminosa quando foi procurado pela Polícia Federal.
Próximos passos na CPMI
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (MG), informou que o ex-ministro Onyx Lorenzoni será ouvido na próxima quinta-feira (25.set). A CPMI pretende reconvocar o “Careca do INSS” e, caso ele não compareça, sua esposa, Tânia Carvalho dos Santos, poderá ser levada coercitivamente. O filho, Romeu Carvalho Antunes, deverá ser ouvido “de qualquer maneira”.
A CPMI deve definir, nos próximos dias, a sequência de depoimentos e as medidas para garantir as oitivas consideradas essenciais pela presidência do colegiado.
