Tagliaferro afirma que Moraes usa medo para calar opositores
Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral, disse nesta quarta-feira que deixou o Brasil para evitar perseguição e expor supostas irregularidades do ministro. Em conversa por videochamada com blogueiros, afirmou que está sendo alvo de investigações e prometeu revelar informações comprometedores.
“Sou um dos perseguidos também. Estou junto no inquérito com todos vocês. Ainda não fui denunciado, mas provavelmente a partir de hoje eu serei denunciado, e o azar é só deles, que quanto mais eles fazem, mais eu faço”, disse Tagliaferro.
Questionado se a saída do país tinha o objetivo de se proteger de Moraes, confirmou: “Sim, sim. Estou fora, graças a Deus, e estamos trabalhando para isso”.
O ex-assessor disse possuir “bastante coisa” para expor, incluindo supostas fraudes.
“Tem algumas coisas fraudulentas que foram feitas. Ele vai me assistir, ele sabe do que eu estou falando”, declarou.
Tagliaferro descreveu Moraes como alguém que age “amedrontando, assustando e calando as pessoas. A mim ele não vai calar”.
Sem revelar o local onde se encontra, Tagliaferro afirmou que pretende seguir para os Estados Unidos e elogiou a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro no país.
“Eu vejo como uma luta para tentar salvar o país, para tirar essa tirania, para tirar esse domínio que a esquerda tem sobre o país”, disse.
Indiciado pela Polícia Federal em abril, Tagliaferro responde por violação de sigilo funcional com dano à administração pública, no caso conhecido como Vaza Toga. Segundo a PF, ele teria atuado conscientemente na prática do crime quando trabalhava na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE.
