Bancada resiste por desconfiança sobre emendas e pressão por convocação
Apesar das conversas com a Frente Evangélica, o senador Carlos Viana deixou claro que isso não muda sua decisão de levar adiante o requerimento para convocação de Jorge Messias à CPMI.
“Esse movimento de conversar com os parlamentares evangélicos não vai retirar minha decisão de colocar o requerimento em votação na próxima quinta-feira. Será exposto ao país. Cada parlamentar terá o direito de votar como quiser, e nós vamos tomar uma decisão.”
A convocação está relacionada à atuação da Advocacia-Geral da União em casos envolvendo a CONTAG e o SINDINAP, entidade ligada ao irmão de Lula. De acordo com o senador, mesmo após a Controladoria-Geral da União identificar irregularidades nos descontos, as entidades não teriam sido imediatamente suspensas.
“Ele tem explicações a dar à CPMI no tocante aos relatórios em relação à CONTAG e ao SINDINAP, que é o sindicato do irmão do presidente Lula. Por que essas duas entidades não foram suspensas, mesmo com a CGU já tendo identificado que os descontos eram irregulares? Ele precisa dizer se tomou providências ou não, se essas providências foram públicas ou confidenciais”, questionou.
Votação secreta amplia imprevisibilidade
Questionado sobre as chances de Jorge Messias ser aprovado no Senado, o presidente da Frente Evangélica adotou cautela e lembrou que, em processos recentes, a conjuntura conseguiu mudar às vésperas das votações.
“Por ser uma votação secreta, é muito difícil uma avaliação final. O ministro André Mendonça ficou meses sendo rejeitado de forma aberta, e nós conseguimos reverter na reta final. Mas hoje o quadro é completamente diferente.”
Segundo ele, apesar de Messias ainda ter tempo para dialogar com senadores, o ambiente é desfavorável e a resistência é maior do que em outros momentos.
“Há uma dificuldade muito grande de convencimento aos parlamentares, mas até o dia da votação ele terá o tempo necessário para conversar com todos.”
