Europeus condicionam conversas ao fim dos ataques; Trump defende diálogo sem trégua imediata
Após reunião na Casa Branca nesta segunda-feira (18), líderes europeus reforçaram a exigência de um cessar-fogo antes do início de negociações entre Rússia e Ucrânia.
“Uma negociação real só pode ocorrer em uma cúpula da qual a própria Ucrânia também participe. Tal cúpula só é concebível se as armas silenciarem. Renovei essa exigência mais uma vez hoje”, escreveu o chanceler alemão, Friedrich Merz, no X. O presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou posição semelhante após os encontros.
A mudança de postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após reunião no Alasca com Vladimir Putin, surpreendeu os europeus. Durante encontro com Volodymyr Zelensky, no Salão Oval, Trump disse que “não realizou nenhum cessar-fogo” em conflitos anteriores que afirma ter resolvido.
A declaração foi reproduzida por Kirill Dmitriev, assessor de Putin, que destacou a busca por “Paz Duradoura, não em um cessar-fogo temporário”. Em outra postagem, ele acusou Merz de ignorar a posição do presidente americano.
Zelensky e sete líderes europeus viajaram de forma emergencial a Washington logo após a cúpula de Trump com Putin. O objetivo foi discutir formas de encerrar a guerra iniciada em fevereiro de 2022.
O presidente ucraniano afirmou ter tido uma “conversa muito boa” com Trump sobre garantias de segurança e questões humanitárias. O americano disse já trabalhar na organização de um encontro entre Putin e Zelensky e pretende avançar para um formato trilateral.
Zelensky informou ainda que negocia a compra de US$ 90 bilhões em armas dos EUA com financiamento europeu, além de parcerias para produção de drones em território ucraniano. Os termos devem ser definidos em até dez dias.
O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, classificou o apoio de Trump como “avanço” e agradeceu ao presidente americano por “quebrar o impasse” e levar Putin à mesa de negociações.
