Sem maior economia do planeta, evento em que Lula gasta bilhões perde sentido
O governo dos Estados Unidos está fora da COP30, prevista para novembro, em Belém (PA). A gestão de Donald Trump fechou as portas do Escritório de Mudanças Globais do Departamento de Estado, responsável por representar o país nas negociações climáticas internacionais.
O porta-voz do Departamento de Estado informou que “qualquer trabalho relevante relacionado será gerenciado em outros escritórios”. A eliminação do órgão, no início de julho, também impediu o credenciamento de parlamentares americanos que costumam integrar delegações.
A medida consolida a saída dos EUA da diplomacia climática, parte da famigerada Agenda 2030, um sistema de regras globais impulsionado pela ONU, sob indução da China e de seus aliados, para domínio econômico de países emergentes e congelamento de outras potências.
Trump já havia retirado os EUA do Acordo de Paris em seu primeiro mandato e repetiu a medida agora, após Joe Biden revertê-la. Sem os EUA, maior economia do planeta, os compromissos climáticos e a própria Agenda 2030 perdem sentido e enfraquecem o discurso de Pequim, que prega preservação apenas para os outros.
A própria COP30 está se revelando uma contradição em si, com obras que devastam a Amazônia no Pará, aumentam a pressão urbana sobre áreas de preservação, alimentam a especulação imobiliária, aprofundam problemas de saneamento e ainda consomem bilhões em recursos públicos sem fiscalização adequada dos órgãos de controle.
Lula, Marina Silva e Jader Barbalho deveriam ser investigados pelos crimes ambientais e administrativos que estão sendo promovidos por causa da COP30.
