Paralisação ocorre após impasse no Congresso sobre orçamento de 2026
O governo dos Estados Unidos (EUA) entrou em shutdown à meia-noite de hoje (1º), após fracasso nas negociações no Congresso sobre o orçamento de 2026. O impasse interrompe operações de agências federais e afeta centenas de milhares de servidores.
Esta é a primeira paralisação desde a mais longa já registrada, que durou 35 dias, há quase sete anos. A suspensão das atividades atinge setores como tráfego aéreo, pesquisas científicas, serviços militares e divulgação de dados econômicos. Estima-se que 750 mil funcionários federais fiquem sem pagamento, com custo diário de US$ 400 milhões.

A disputa envolve US$ 1,7 trilhão destinados às operações de agências, cerca de um quarto do orçamento total de US$ 7 trilhões. Democratas barraram uma proposta temporária apresentada pelos republicanos, que recusaram incluir extensão de benefícios de saúde.
Donald Trump, em campanha por novas reformas, já havia alertado que a paralisação poderia abrir caminho para cortes permanentes de empregos e programas. O diretor de orçamento, Russell Vought, ameaçou demissões definitivas em caso de shutdown.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou: “Tudo o que eles querem fazer é tentar nos intimidar. E eles não vão ter sucesso”. Já o republicano John Thune classificou a proposta rejeitada como “não partidária” e acusou os democratas de politizar o tema.
Impactos econômicos do shutdown
Analistas alertam que, se prolongado, o shutdown pode ampliar a perda de empregos e reduzir o consumo interno. Estimativas apontam queda de até 0,1% do PIB por semana de paralisação.
A suspensão também pode atrasar a divulgação do relatório de emprego de setembro, usado pelo Federal Reserve para decisões sobre juros.
No mercado internacional, o dólar tende a se valorizar em um primeiro momento, mas investidores podem buscar alternativas caso vejam sinais de instabilidade política. No Brasil, efeitos podem surgir sobre o câmbio, crédito e exportações.
