Câmara aprovou prorrogação até novembro, mas Senado rejeitou proposta
Com o prazo para aprovação do orçamento prestes a expirar à meia-noite desta terça-feira (30), os Estados Unidos estão à beira de um “shutdown” no governo federal. Até agora, republicanos e democratas não chegaram a um acordo para uma solução provisória que garanta o funcionamento das agências e não ocorra a paralisação total.
O presidente Donald Trump convocou uma reunião na Casa Branca nesta segunda (29) com líderes do Congresso, numa última tentativa de superar o impasse. Os democratas, porém, já sinalizaram que não vão aprovar o plano temporário defendido pelos republicanos sem mudanças.
Se não houver consenso, parte das atividades do governo será suspensa a partir desta quarta-feira (1º). O shutdown pode afetar desde a Nasa até os parques nacionais, atrasar subsídios para pequenas empresas e até forçar o fechamento de tribunais federais.
Desde que assumiu o cargo em janeiro, Trump trava uma queda de braço com a oposição por recursos já aprovados no Congresso. Os democratas querem aproveitar a pressão do “shutdown” para recuperar verbas e manter subsídios de saúde que expiram no fim do ano.
Shutdown compromete gastos discricionários
Estão em jogo US$ 1,7 trilhão em gastos discricionários, cerca de um quarto do orçamento federal de US$ 7 trilhões. O restante é comprometido com aposentadorias, programas de saúde e o pagamento da dívida pública, hoje em US$ 37,5 trilhões.
Na Câmara, sob controle republicano, foi aprovado no último dia 19 um projeto para manter o financiamento das agências até 21 de novembro. No Senado, que exige 60 votos, a proposta foi rejeitada.
O ouro disparou nesta segunda-feira e atingiu um recorde acima de US$ 3.800 por onça, impulsionado pela fuga de investidores diante da queda do dólar e do temor de paralisação em Washington.
