Marinha americana envia mais três navios militares para costa do país sul-americano
A Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela divulgou, nesta quinta-feira (21), um alerta máximo de segurança desaconselhando qualquer viagem de cidadãos americanos ao país. O comunicado destaca os “sérios riscos” de “detenção ilegal, tortura, terrorismo, sequestro, práticas policiais injustas, crimes violentos e agitação civil”.
O alerta, publicado nas redes sociais, afirma: “Não viaje. O Governo dos Estados Unidos alerta qualquer cidadão americano ou residente dos Estados Unidos para não viajar ou permanecer na Venezuela devido aos sérios riscos de detenção ilegal, tortura em detenção, terrorismo, sequestro, práticas policiais injustas, crimes violentos e agitação civil”.

A medida ocorre em meio à crescente pressão militar dos EUA sobre o regime de Nicolás Maduro. Nesta quinta, a marinha americana enviou de um esquadrão anfíbio com três navios militares para o sul do Caribe, que se juntam a outros três destroieres já encaminhados à região.
Na terça (19), o governo Trump já havia anunciado que três destróieres chegariam em 36h na Venezuela para enfretar “ameaças dos cartéis de drogas na América Latina”. Ao todo, as embarcações contam com cerca de 4.000 militares e fuzileiros navais, mobilizados para atuar contra cartéis latino-americanos.
A administração Trump designou como terroristas os cartéis de Sinaloa, Tren de Aragua e Los Soles; do qual Maduro é apontado como um dos líderes. No início de agosto, a cabeça do herdeiro de Hugo Chávez foi colocada a um prêmio de US$ 50 milhões (cerca de R$ 273,1 milhões).
Em resposta, a ditadura de Maduro proibiu na terça-feira (19) a circulação de drones em todo o espaço aéreo venezuelano e convocou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos em toda a Venezuela. “Vamos defender nossos mares, nossos céus e nossas terras” e se referiu ao movimento americano como “a estranha e bizarra ameaça de um império em declínio”.
