O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (18) a mobilização de 4,5 milhões de milicianos, em resposta ao que ele classificou como “ameaças” dos Estados Unidos. O anúncio ocorreu após o governo de Donald Trump elevar para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro
Segundo a administração americana, o venezuelano “um dos maiores narcotraficantes do mundo”. Maduro é procurado desde o governo de Joe Biden, que divulgou uma cartaz oferecendo US$ 25 milhões — recompensa que foi dobrada nesta mês.
Em ato transmitido pela TV, Maduro ordenou “tarefas” para as milícias “preparadas, ativadas e armadas” diante da “renovação das ameaças” dos EUA.
A Milícia Bolivariana, criada pelo ex-presidente Hugo Chávez, é um dos componentes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e conta com aproximadamente 5 milhões de reservistas, segundo dados oficiais.
“Os primeiros a manifestar solidariedade e apoio a este presidente trabalhador que aqui está foram os militares desta pátria”, afirmou.
Maduro agradeceu o apoio de militares e pediu que suas bases políticas avancem na formação de milícias camponesas e operárias. “Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela”, proclamou o ditador venezuelano.
