O governo de Donald Trump anunciou que duplicou a recompensa por informações que levem à prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, elevando o valor de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (cerca de R$ 273,1 milhões). Washington acusa o líder chavista de ser um dos maiores narcotraficantes do mundo e de representar uma ameaça à segurança dos Estados Unidos.
A secretária de Justiça, Pam Bondi, divulgou a informação em um vídeo na rede social X, reiterando que Maduro usa organizações criminosas como a facção venezuelana Tren de Aragua e o cartel mexicano de Sinaloa para introduzir drogas e aumentar a violência nos EUA.
Em 29 de julho, o governo americano já havia colocado uma recompensa por Maduro. Os norte-americanos também pediram informações sobre Diosdado Cabello Rondón (Interior, Justiça e Paz) e Vladimir Padrino López (Defesa), apontados como integrantes do esquema.
De acordo com Bondi, a agência antidrogas americana (DEA) já apreendeu 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e seus aliados, além de mais de US$ 700 milhões em bens, incluindo jatos e veículos.
“Sob a liderança do presidente Trump, Maduro não escapará da Justiça e responderá por seus crimes atrozes”, declarou Bondi.
O regime venezuelano reagiu, com o chanceler Yván Gil, que classificou a recompensa como uma “cortina de fumaça ridícula” e “uma operação grosseira de propaganda política” para desviar a atenção dos problemas internos americanos.
As relações entre os dois países estão rompidas desde o primeiro mandato de Trump. Em 2020, os EUA acusaram formalmente Maduro de narcoterrorismo.
