EUA devem apresentar plano de cooperação com Brasil para combate ao crime organizado
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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EUA devem apresentar plano de cooperação com Brasil para combate ao crime organizado

A declaração foi feita por Haddad após reunião com o encarregado de Negócios da embaixada americana, Gabriel Escobar.
Marcelo Camargo/Agência Brasil.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Proposta prevê canal direto para rastrear peças de fuzis e monitorar fluxos financeiros ligados a facções criminosas.

O governo dos Estados Unidos deve apresentar ao Brasil uma proposta formal de cooperação para o combate ao crime organizado, anunciou nesta quinta-feira (4) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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A declaração foi feita após reunião com o encarregado de Negócios da embaixada americana, Gabriel Escobar.

Segundo Haddad, a proposta prevê a criação de um canal direto de comunicação entre os dois países para monitorar o envio de peças de fuzis dos EUA ao Brasil.

“Vamos informar uma autoridade competente lá para saber quem exportou, para quem exportou, sob qual justificativa e se houve participação de agentes portuários no desvio da carga”, disse o ministro à imprensa.

A iniciativa está ligada à Operação Poço de Lobato, que investiga o financiamento de atividades criminosas por meio de fundos de investimento. Haddad afirmou que 55 fundos estão sob apuração (40 no Brasil e 15 no exterior) e que parte das cargas de armas chega ao país sem passar por procedimentos essenciais, como o escaneamento de contêineres.

“Apesar dos acordos internacionais, essa relação não está tão estreita quanto deveria. Esses crimes são transnacionais, e precisamos de integração dentro e fora do Brasil”, destacou.

O encontro foi solicitado pela própria embaixada americana, após o envio de uma carta do governo brasileiro derivada de conversa entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump (Republicano).

Haddad disse que Escobar analisou o documento durante a reunião e deve levar as sugestões brasileiras às autoridades de Washington.

A proposta prevê troca rápida de informações sobre movimentações financeiras suspeitas, exportações e remessas vinculadas a organizações criminosas, além de protocolos conjuntos para rastreamento de ativos, bloqueio de recursos ilícitos e resposta imediata em casos de apreensão.

“Podemos potencializar o combate à lavagem de dinheiro e como esse dinheiro chega às facções”, concluiu o ministro.

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