Departamento de Estado cita riscos de detenções, tortura e instabilidade
O governo dos Estados Unidos atualizou nesta quarta-feira (4) as orientações para viagens de cidadãos americanos à Venezuela, em meio ao aumento das tensões entre os dois países.
O Departamento de Estado recomendou que aqueles que já estejam no território venezuelano deixem o país “imediatamente”.
O alerta aponta risco de “detenção injusta, tortura, terrorismo, sequestro, aplicação arbitrária de leis locais, crime, agitação civil e infraestrutura de saúde precária”.
A notificação americana ocorre após o presidente Donald Trump declarar que o espaço aéreo venezuelano deve ser considerado fechado.
A Administração Federal de Aviação (FAA) também orientou companhias aéreas internacionais sobre os perigos de sobrevoar o território da Venezuela, diante do aumento da atividade militar na região.
Como consequência, diversas empresas suspenderam voos de e para Caracas, incluindo Iberia, TAP, Avianca, Latam Colômbia, Turkish Airlines e Gol. Ainda assim, algumas continuam operando no país, como Boliviana de Aviación, Satena, Avior e a estatal Conviasa.
Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro, realizando ataques a barcos suspeitos de tráfico de drogas no Caribe.
Washington acusa Maduro de liderar um cartel de narcotráfico, acusação que o presidente venezuelano nega, ao mesmo tempo em que pede pela paz e alerta para o risco de uma possível intervenção americana.
